segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Esperança

Como ela é a última que morre, apesar de tudo o que acontece, desejo a todos um feliz ano novo.

Prepare o tênis.

Se você vai passar o reveillon no Rio, principalmente na Zona Sul, prepare o tênis. Algum desses "secretários" da Secretaria de Decisões Idiotas, informou que os táxis estão proibidos de cobrar preço pré-fixado. Eles só podem usar a Bandeira 2. Quem não seguir a regra pode ser denunciado. Basta anotar a placa do taxi e informar a Secretaria de Decisões Idiotas.

Fora a imbecilidade de deixar na mão das pessoas uma carta branca para pagar mais barato (senão deduram o táxi), já ficou bem claro, para quem entende de economia nesse país (o que é muito pouco), que vai faltar taxi no Rio.

Então é bom arrumar um tênis bem confortável, porque vocês vão andar muito até encontrarem um táxi para voltar para casa.

O Ano termina mas o lugar continua a mesma coisa...

O domingo foi violento na Barra da Tijuca. Pelo menos dez assaltos foram registrados na delegacia do bairro. Em um dos ataques, um bandido foi morto.

Se na Barra da Tijuca a situação está assim, nas outras regiões do Rio de Janeiro deve estar bem pior.

O melhor da notícia é saber que existe um "delinquente" que não obedece aquela porcaria de Estatuto do Desarmamento e teve a coragem de dar um tiro num assaltante que já havia roubado várias pessoas com uma arma.

Por sorte ele não foi identificado, senão iria passar a virada do ano dentro da delegacia enquanto os bandidos (todos protegidos por ONGs de Direitosumano) não iriam sequer ser identificados.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Debates (and a little ranting...)

Assisti há pouco tempo os debates de Dinesh D'Souza com Daniel Dennet e com Christopher Hitchens.

O Dinesh usa uns argumentos muito vagabundos (é uma mistureba de metafísica com antropomorfização divina), mas pior que ele é o Daniel Dennet. Um cara que se diz filósofo e gagueja feito um imbecil no debate deveria pedir para cagar e sair.

Christopher Hitchens é mais confidente e devolve as patadas que recebe. Esse debate ficou no meio a meio.

Mas fora desse círculo de ateístas (do qual Dinesh se gaba de ter "derrotado" e ainda vai "derrotar" - e.g. Dawkins), é impressionante como ele é reduzido a pó por um comediante e chega até a admitir que Bin Laden estava certo (até determinado ponto) em atacar a América, exatamente por essa permitir as liberdades que são negadas em outros lugares. Ou seja, Bin Laden estava certo em atacar a América porque algumas pessoas usam a liberdade para exigir o casamento gay e o aborto, mas estava errado porque alguma pessoas usam a liberdade para condenar os outros por não seguirem os valores tradicionais do Senhor Deles J.C.

Dinesh não chega a admitir isso expressamente, mas dá a entender que se a América fosse toda ela favorável ao casamento gay, ela deveria ser explodida. Se ele faria isso ou não, eu não sei. É um amor à vida e à liberdade que chego a ficar comovido.

Abaixo uma parte da entrevista.

É engraçado que depois dessas declarações idiotas, os religiosos se espantam que as pessoas se voltem contra os critãos e seus "valores". Em certo ponto não diferem em nada da esquerda: Dizem que pregam a vida, a liberdade e o respeito, mas na verdade isso só serve se for para seguir o que eles dizem. Se é para contrariar, então você vai para o inferno e deve ser tratado como o próprio filhote do capeta aqui na Terra (mesmo antes do Juízo Final que os cristãos se gabam em dizer que é o único que pode efetivamente julgar as pessoas)...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Leis de Final de Ano

Agora, o Olavo de Carvalho pode ficar tranqüilo em relação à questão de bichas assanhadas invadirem sua Igreja, que tem como primeiro mandamento quatro palavrinhas.

LEI Nº 11.635, DE 27 DEZEMBRO DE 2007. - Institui o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

E já que o post é sobre leis...

O Cinema Nacional é mesmo uma merda! Não basta o Governo Federal oferecer benefício fiscal para quem contribui para a produção de filmes, agora vão obrigar as salas do país a passarem os filmes.

Até o final do mandato do Lula é capaz de criarem uma lei obrigando as pessoas a assistirem um número mínimo de filmes nacionais por ano, sob pena de perder direitos políticos.

DECRETO Nº 6.325, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2007. - Dispõe sobre a obrigatoriedade de exibição de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras, e dá outras providências.

Na boa, se é para ficar sustentando palhaço que só faz merda que não agrada ninguém, por que não acabam logo com o cinema nacional e dão para todas as pessoas dessa indústria o cargo de deputados federais honorários (sem direito a voto parlamentar)?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Para os amantes de cerveja e Rothbard.

Embalagem de cerveja também é cultura.

"Aquilo que 1000 anos de guerras e invasões em Weihenstephan não conseguiram, uma caneta o fez: em 24 de março de 1803, o Estado da Bavária tomou todos os direitos e posses do Monastério e Cervejaria."

("A Origem da Cerveja" na Embalagem da Cerveja Weihenstephan)

O final é feliz: A cerveja existe até hoje.

E por falar em Natal...

Se o nome do pai fosse José e o do filho J.C., eu com certeza teria sujado as calças de tanto rir...

 

Acho que estou passando muito tempo na internet...

... e não vi o mundo mudar.

Natal sempre foi: reunião da família e distribuição de presentes.

Por quê diabos agora tudo o que leio é sobre o Natal ser símbolo de imperialismo, de consumismo, "lições" de Cristo sobre consumo, "no Natal as pessoas deveriam consumir mais e celebrar o capitalismo", "no Natal as pessoas deveriam consumir menos e celebrar o nascimento de um moleque no meio do deserto que até hoje não chegaram a um acordo sobre a data do nascimento"?...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

E se for?

Como está na moda, mais uma notícia sobre "homofobia":

Gay é espancado ao sair de boate em Niterói

O que mais me chamou a atenção nessa notícia foram os comentários. Alguns deles dizem que os agressores são na verdade homossexuais enrustidos.

Eu não tenho a mínima idéia, mas isso é bem plausível (poderia até dizer - segundo padrões brasileiros - que isso é verdade, pois aparece em um filme - Beleza Americana). Mas se isso for verdade, quem são os verdadeiros homofóbicos? Os Hetero ou os Homossexuais?

Se um homossexual não "aceita" a sua condição, reprimindo a sua vontade e sendo violento com homossexuais, em que grupo devem ser enquadrados? No dos heterossexuais porque ainda não se assumiu ou no dos homossexuais porque é isso que ele é apesar de ainda estar dentro do armário?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Carta-Corrente.

Você é daqueles que adora receber e distribuir emails com mensagens "bonitinhas" e educativas? Leia isto antes de mandar a próxima...

Quem é o racista?

Ontem, durante um momento de loucura, estava ouvindo a Voz do Brasil. Entrou-se na discussão de racismo no Brasil, alguma coisa sobre uma ONG chamada Criôla (go figure...), e o testemunho de uma pessoa que presenciou um grave caso de racismo. Então ela relata o caso de racismo:

- "Eu fui num hospital público com minha mãe e a médica começou a examiná-la de longe. Ela usava o aparelho (estetoscópio imagino eu), mas se mantinha afastada. Então eu perguntei para ela por que não chegava perto. Ela virou-se para mim e perguntou se a minha mãe não tinha tomado banho. Eu disse que tinha, mas que tínhamos andado muito para chegar até o hospital e ela deve ter suado."

Agora entra a pergunta: Quem é o racista? A médica que não quis se aproximar de uma pessoa que estava (aparentemente) fedendo ou a filha que acha que todo negro fede e que comentar isso é racismo?

Como sempre existe alguém que fala tudo o que você pensa de um modo muito melhor, então sugiro o Janer neste, neste, neste e neste link

domingo, 18 de novembro de 2007

A solução para os meus problemas

Já vou encomendar uma caixa.

Warm to icy beer in seconds

Correção do post abaixo

Independente do outro post, o mundo está mais triste para mim.


www.Tu.tv

 

P.s.: Primeiro vídeo via Rabiscos Econômicos.

Isso é sério?

Se isso é verdade, o mundo está mais triste para mim.

E essa é apenas a primeira parte...

Consumidores culpados pela violência

Um ponto que ficou de fora da "análise" do filme Tropa de Elite é a tese levantada de que o consumidor de drogas é o responsável pela violência.

Não sei como estabeleceram isso. A não ser que aceitem que os vivos são os responsáveis pelos assassinatos e as mulheres são as responsáveis pelos estupros, a tese não faz qualquer sentido.

Antes de tudo, quero deixar claro que falo de violência no mesmo sentido que as pessoas que levantam essa tese, ou seja, violência generalizada.

O tráfico de drogas, por ser uma atividade ilegal, gera violência entre os traficantes e as autoridades. Violência esta que diminui com a corrupção. Mas não gera (de forma intrínseca) violência generalizada.

Não é necessário assassinar, roubar ou estuprar para plantar, cultivar, transportar, processar e vender drogas.

Se o tráfico de drogas faz circular dinheiro para compra de armas e essas armas são utilizadas "fora" das áreas do tráfico influindo nos níveis de violência, ora o problema não é as drogas mas a circulação livre de armas sem fiscalização e incapacidade das autoridades de investigarem e punir casos de violência.

Se o problema fosse dinheiro, Bill Gates, Donald Trump, Rockfellers, etc. seriam assassinos muito mais saguinários do que Stálin e Mao.

Se o problema é a ilegalidade do tráfico de drogas, então vou chegar ao absurdo para dizer que todo mundo é responsável pela violência. Com certeza, qualquer um que está lendo esse blog e dirige um carro já ultrapassou o limite de velocidade estabelecido (nem que seja por 1Km/h). Pode não ter sido multado, mas nem por isso deixou de cometer um ato ilegal. Se querem algo que está escrito no Código Penal, é só levantar a injúria. O Maracanã se transformaria em um presídio instantaneamente.

Tem ainda o ponto da compra de material sabidamente ilegal gerar violência. Não vou perder tempo. Se isso faz sentido, o Comunismo é o melhor sistema do mundo, então. Eles proibiam (e ainda proíbem) você de fazer tudo, até de comer. Se você comer, então você é o causador da violência nos países comunistas. Ou seja, o Comunismo é uma maravilha o que atrapalha são as pessoas que não se submetem às suas restrições. O mais triste é que existe um monte de gente de direita que acredita nessa idéia de que a compra de material sabidamente ilegal aumenta a violência.

Agora que é muito mais fácil levantar a tese de que o consumidor é o responsável pela violência, isso é. Assim ninguém precisa encontrar um responsável pelo tráfico de armas. Como diabos armas feitas somente para exércitos entram no país livremente? Culpa do consumidor de drogas. Por que ninguém desvenda os crimes contra a vida e contra a propriedade? Tudo culpa dos consumidores de drogas.

Se não existisse um babaca para ficar de teto preto numa praia quase deserta com seus amigos também babacas que ficam rindo das rugas que seus dedos fazem quando se esticam, o Brasil seria muito mais seguro e feliz... Até parece...

Para mim, culpa do consumidor de drogas é panacéia que usam para encontrar um sujeito fácil para culpar pelos problemas que não sabem como resolver. É como o detetive policial que ao invés de procurar pelo culpado do crime, procura por alguém para ser culpado pelo crime.

sábado, 17 de novembro de 2007

Major Burn!!

Burn!

Via Avolio

Ao perguntar a um jovem de 21 anos (depoimento ao lado) que motivo levaria a nova geração a fazer de si um laboratório ambulante, o repórter ouviu uma resposta tão significativa quanto desconcertante:

- Porque somos filhos da geração de vocês.

Tá cheirando mal.

Primeiro os fatos:

Ministro do Supremo Tribunal Federal;

Já declarou publicamente que o Partidão vive dentro dele;

Cita em uma decisão judicial, Carl Schimitt (jurista padrinho do nazismo para os leigos - busquem no Google);

Com base nessa citação ele abandonou a Constituição e, pelo que entendi, a própria decisão que já tinha tomado anteriormente.

Agora os detalhes:

O Ministro Eros Grau, um comunista confesso resolve analisar um caso de Reclamação no STF do qual nem era relator (aqui). O Relator, o Ministro Sepúlveda Pertence, julga improcedente a Reclamação, porque afinal de contas o precedente para a Reclamação não era aplicável ao caso analisado.

"Malandro", o Min. Eros Grau pede vista do processo e emite a merda de um voto falando simplesmente o seguinte: O fato de uma pessoa ter uma doença grave e incurável é um "estado" de exceção, logo, em estados de exceção a lei (constituição) não se aplica. Isso tudo com base na doutrina de Carl Schmitt, padrinho do nazismo. O estado de exceção é tamanho que o Min. ainda abandona o próprio entendimento que tinha sobre a matéria discutida para adotar, no fim das contas, o mesmo entendimento que o Relator. Inadmissão da Reclamação.

Se a decisão é a mesma, por que ele não votou junto com o Relator? Ou seja, não precisava falar nada, apenas que concordava com o Relator?

E detalhe: O "malandro" ainda se manifesta para dizer que "não estamos aqui para prestar contas a Montesquieu ou a Kelsen". Mas pelo visto, para Carl Schmitt, sim...

Minha tese: Esse cara já está querendo abrir caminho para fundamentar decisões futuras que irão ter exatamente a bosta de premissa que ele assume: É um "Estado de Exceção", então vale o que eu disser. Não havia motivo nenhum para ter manifestado esse voto. Deve ter sido só para "abrir precedente".

P.s.: Entendo que a situação era única. Havia uma pessoa com doença grave e incurável para receber um precatório. Só que neste caso existem milhões de motivos para se negar a Reclamação. O primeiro e mais óbvio é essa babaquice de pagamento de precatório em 10 anos. Agora jogar com a emoção das pessoas (citar alguém com doença grave e incurável) para fazer passar uma decisão típica de época nazista (é um estado de exceção então quem decide tudo é o soberano aqui) é muita cara de pau.

Update: Juntem com isso aqui e pensem um pouco.

Tropa de Elite

Como não falar desse filme? Todo mundo falou um monte de porcaria sobre ele, porque eu não falaria também?...

O sucesso do filme parece claro: Uma mistura de "A Doutrina de Um Guerreiro" com "A Culpa é daquele de quem menos se espera, mas todo mundo sabia desde o começo"

O Capitão Nascimento é aquele modelo de guerreiro. Um cara fudido, que não tem coisa alguma a não ser o próprio orgulho e honra de guerreiro. Ele ascende do nada para chegar a líder de um esquadrão de elite. Na busca de continuar o seu legado, ele faz o que é preciso. Numa cidade (e país) onde a criminalidade aumenta de forma exponencial e todos ficam impunes (os ricos por causa do dinheiro e o pobre porque é uma vítima da sociedade), surge o sentimento de que devemos chutar a lei para escanteio e fazer justiça com o "senso comum". O Capitão incorpora isso e, logo, é idolatrado.

Acrescente a isso a grande sacada de filmes de suspense. O culpado é aquele que de tão óbvio você jamais desconfiou, mas assim que é revelado você se nega a aceitar que não tinha pensado nele (não podia ser outro). É um misto de burrice e inteligência ao mesmo tempo. O expectador burro de repente se depara com a inteligência "sensacional" do roteirista em ter "escondido" o culpado embaixo do seu (expectador) nariz e imediatamente atinge um nível intelectual nunca antes imaginado.

Ora é óbvio (no começo do filme) que o culpado pela violência é o traficante favelado com suas armas. Mas quando você esfrega na cara de todo mundo que o culpado é a classe média alta universitária consumidora de drogas. Estala no cérebro aquela faísca semelhante a de final de filmes de suspense, transformando meros espectadores em gênios da solução de crimes ("Eu sempre soube").

Ou seja, a "justiça do senso comum" com uma massagem de ego que "aumenta" a inteligência do expectador, não podia falhar.

Jogue no bolo um monte de gírias novas (que cariocas adoram) e o resultado é um filme de sucesso. De agora em diante, "02", "Xerife", "Fanfarrão", "Aspira" está tanto no vocabulário de boteco quanto no de escritórios.

Se o diretor pensou em tudo isso quando fez o filme. Vale a pena investir nele, esse cara vai dar dinheiro. Como é bem provável que isso tudo foi "acidental" (o histórico do cinema brasileiro não é lá muito bom), é melhor torcer por outro acidente.